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Quem mata o bicho?

Abram alas à segunda fase do desconfinamento. Reabriram as creches, escolas, cafés, outras lojas e há novamente visitas nos lares. Pode ser um bom sinal, mas há o lado perverso, pois ainda não há vacina e vamos ter de viver a realidade possível sob a ameaça de uma segunda vaga do coronavírus. No fim-de-semana, o frenesim já voltou às praias e muitos não resistiram à tentação de um passeio à beira-mar.

Esta quarentena encheu-nos de notícias e programas sobre a Covid-19. Normal, mas também saturante. Sem futebol para entreter o público, as redes sociais foram as alternativas e os "lives" do humorista Bruno Nogueira em "Como é que o bicho mexe" tornaram-se um caso de estudo. No último direto, o programa atingiu o pico com 175 mil pessoas a assistir. Números largamente superiores a assistências televisivas, o que levanta a questão sobre o novo perfil dos consumidores.

Houve convidados para todos os gostos, desde as artes, música, cinema ao futebol. Até Cristiano Ronaldo surgiu no último episódio para dar uma "moralzinha" ao humorista. Bruno Fernandes também alinhou e Bernardo Silva já tinha dado o contributo noutro programa.

O futebol em modo pandemia regressou na Bundesliga, que funcionou como uma espécie de campeonato piloto para os outros países europeus avançarem com a retoma no relvado. Com a liga portuguesa incluída. No fim-de-semana, jogou-se a 26.ª jornada da liga alemã e os favoritos Bayern e Borussia Dortmund cumpriram a missão, vencendo o Union Berlin (0-2) e o Schalke (4-0).

Sem o calor humano nas bancadas, a atmosfera esteve longe de ser a que se devia viver num jogo de futebol, mas o jovem prodígio do futebol europeu, Haaland, voltou a fazer das suas e abriu o ativo na goleada do Borussia. Com o mercado de transferências em suspenso, devido à pandemia, o norueguês é agora o alvo dos principais colossos, com o Real Madrid a chegar-se à frente. O avançado, de 19 anos, tem uma cláusula de 75 milhões e se noutra altura isso seria tudo menos um problema, agora poderá não ser bem assim.

São outros tempos, outros desafios, ainda com a covid-19 pela frente. Um "bicho" para matar.

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