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Uma novela que dura

A eventual saída de Bruno Fernandes do Sporting é um daqueles nós que não atam nem desatam

1. Aconteceu no verão passado e está a voltar a acontecer no mercado de inverno. Bruno Fernandes é um jogador cobiçado pelos tubarões do futebol europeu, continua a ter um rendimento excecional no Sporting, já tem estatuto de titular da seleção portuguesa, mas a transferência não está fácil de concretizar porque os clubes compradores não estão inclinados a pagar os 70 milhões de euros que os leões exigem pelo médio.

Depois de o Real Madrid ter hesitado e, alegadamente, ter deixado cair o interesse no início desta época, agora é o Manchester United que parece estar a duvidar. Frederico Varandas, presidente do clube de Alvalade, já se deslocou a Inglaterra para negociar (não deviam ser os ingleses, ou alguém por eles, a vir a Portugal?) e chegou a pensar-se que tudo ficaria fechado antes do dérbi lisboeta de sexta-feira, só que os dias continuam a passar sem que haja fumo branco.

Com a final four da Taça da Liga à porta, um dos últimos objetivos da época ainda em aberto para o Sporting, Bruno Fernandes continua sem saber se fica ou se sai. Já se percebeu que, mais cedo ou mais tarde, o médio irá mudar de ares, mas, mesmo faltando ainda mais de uma semana até ao fecho do mercado de janeiro, a incerteza não é boa para ninguém, sendo certo que o Sporting precisa (muito) do dinheiro e que Silas também precisa (muito) do jogador.

2. A campanha da seleção portuguesa de andebol no Europeu que decorre na Suécia está a aquecer este inverno. Já se sabe que, em Portugal, quando o assunto não é futebol, o país só acorda realmente para uma modalidade quando algo de muito bom acontece, mas o que está a suceder neste Campeonato da Europa é de facto excecional. Mais até do que inesperado, tendo em conta o que se tem visto fazer a Sporting e, principalmente, ao F. C. Porto na Liga dos Campeões.

Ainda assim, se alguém dissesse há um par de semanas que a equipa treinada por Paulo Jorge Pereira estaria, a dois jogos do fim da segunda fase de grupos, ainda em condições de passar às meias-finais, depois de derrotar a França e a Suécia, já para não falar da Bósnia, pouca gente acreditaria. Esse é, no entanto, o cenário em que a seleção lusa se encontra, mesmo sabendo que derrotar a Eslovénia e a Hungria nos próximos dias será uma missão muito complicada. Ainda alguém se atreve a dizer que é impossível?

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