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Albano Jerónimo: este é outra vez o seu primeiro Natal

Albano Jerónimo: este é outra vez o seu primeiro Natal

Acabado de casar, o galã vai passar a quadra no Douro, é uma estreia, contou à NM com olhos a brilhar. Confesso glutão, o ator desfia as suas perdições: bolo-rei, rabanadas e os sonhos da mãe.

Albano foi o último a chegar. Os outros atores do Teatro Nacional de São João, que vieram todos do Porto para o festival da União de Teatros da Europa e que com ele são 12, já trabalham apostolicamente há dois dias no frio metálico e radial de Cluj, cidade do noroeste da Transilvânia, Roménia, onde daí a exatas 24 horas iam estrear "A morte de Danton" no Hunter Theatre, uma casa de herança húngara secular, mas ele só agora conseguiu chegar. Em menos de um minuto já está integrado: cachaços, beijos, abraços eufóricos entrançados, desgrenham-se uns aos outros em grande empolgamento, são como putos grandes à porta do teatro onde ele é literalmente o maior.

Acabou de chegar de Tenerife, ilhas Canárias, Espanha atlântica norte, e traz um belo bronzeado debaixo das madeixas loiras insurgentes que lhe caem pela fronte como centelhas a combinar com um brinco de ouro que há muito começou a usar. O clima de amotinação há de repetir-se depois ao jantar no restaurante Euphoria onde Albano se senta numa ponta da longa mesa mas é o centro das atenções: bate nas ementas dos outros, lê nomes estranhos para o alto, atira guardanapos pelo ar, não quer parar de brincar. "Hoje bebemos todos vinho", diz ele a ventar a ementa no ar. E escolhe a primeira de quatro garrafas de uma casta romena impronunciável de pinot noir.