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Caso Britney. Em Portugal seria possível?

Caso Britney. Em Portugal seria possível?

Há 13 anos que a cantora americana vive sob a tutela do pai, sem poder voltar a casar ou ter mais filhos, sem poder receber quem quer ou fazer algo tão simples como escolher a cor dos armários que tem em casa. No nosso país, qual é o enquadramento legal, quem pode requerer a tutela de outrem, quem avalia, quem decide?

Britney Spears não pode casar com o atual companheiro, não pode voltar a ter filhos, não pode escolher as suas amizades livremente. Britney Spears não pode mexer na fortuna que tem no banco, não pode decidir quando e se quer atuar, não pode recusar tomar a medicação que lhe dão. Britney Spears não pode tomar café, não pode arranjar as unhas sem pedir autorização ao pai, não pode sequer escolher a cor dos armários de casa. Eis os contornos mais sórdidos do processo de tutela que, há 13 anos, a tem feito viver numa espécie de colete de forças controlado pelo pai. "Só quero a minha vida de volta", suspirou, num emocionado testemunho telefónico dirigido a Brenda Penny, juíza do Tribunal Superior de Los Angeles, Estados Unidos. Confessou-se revoltada, deprimida, "traumatizada" e cansada de ser "escrava". "Choro todos os dias." Entre os muitos pormenores de uma tutela que rotula de "abusiva", a cantora americana, de 39 anos, chegou a dizer que o pai e os restantes responsáveis pela muralha que a rodeia deviam estar presos. Revelações surreais que nos arrastam para uma pergunta incontornável: como é possível?

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