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Catarina Furtado: "Sempre quis levar as minhas causas para o meu trabalho"

Catarina Furtado: "Sempre quis levar as minhas causas para o meu trabalho"

As três décadas de percurso não saciam a avidez com que inicia os dias. E o cinquentenário, cumprido em agosto, não esfria a vontade de ter mais filhos. Catarina Furtado teme a finitude e a morte, mas não porque aceite mal o esquecimento. O que a assusta muito é não poder fazer mais coisas. E outras mais. Muito sensata, metade dela é pura intuição. À ânsia de viver que diz sentir chama irrequietude.

Sabes que há aqui um espólio feminista da Maria Antónia Palla? Olha a coincidência. Só podia ser vizinha de um espólio feminista." Catarina Furtado recebe-nos na Corações com Coroa, cuja sede é a casa do antigo porteiro da biblioteca de Belém.

Estamos no início da tarde e o sol forte não ajuda à sessão fotográfica. "Transpirei imenso." Pede uma limonada. Tenho à minha frente a vedeta televisiva que é a presidente dessa ONG, a embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População e a mãe da Beatriz e do João. Sempre com a genuinidade que os portugueses lhe reconhecem. Sem vergonha de recorrer vezes sem conta à palavra felicidade. De afirmar o otimismo militante. Das pessoas felizes não reza a história? Será outro preconceito que lamenta. "Sei bem que a tristeza e a miséria são mais fotogénicas", diz. Não no caso dela. É uma das portuguesas mais amadas pelas câmaras.

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