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Decrescimento: uma nova visão de sustentabilidade

Decrescimento: uma nova visão de sustentabilidade

É uma crítica ao atual sistema económico, à exploração de recursos sem dó nem piedade. Os decrescentistas discutem redes de vivência, cidades, transportes, modelos de produção. Produzir menos para consumir melhor.

Hans Eickhoff é cirurgião, anda de bicicleta e transportes públicos, reduziu em 80% a quilometragem anual do carro, usa o comboio para viagens mais distantes e para ir ao estrangeiro, prefere alimentos biológicos produzidos localmente, vai às compras com sacos de papel ou de pano para evitar embalagens de plástico, faz reciclagem e vermicompostagem para o lixo orgânico, não tem gás em casa, compra eletricidade a uma cooperativa de energia renovável. Hans Eickhoff nasceu na Alemanha, vive em Portugal há 30 anos, tem dupla nacionalidade e é decrescentista.

"O decrescimento opõe-se a um modelo de sociedade que se centra no crescimento económico infinito, à exploração dos recursos do planeta a todo o custo e à comodificação de todas as interações humanas e da natureza. Propõe a reorganização da sociedade em volta das relações humanas e uma coabitação responsável com os ecossistemas da Terra", adianta. Não se trata de um sistema ideológico fechado, é uma proposta crítica e alternativa a um modelo que ultrapassou os seus limites ambientais e sociais. O decrescimento remexe em várias áreas da sociedade, procura alternativas, provoca escolhas. As opções individuais são fundamentais, mas a mudança terá de ser coletiva.

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