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Entoação, ritmo, postura. A arte de bem falar em público

Entoação, ritmo, postura. A arte de bem falar em público

Projetar a voz, não comer frases e sílabas, atenção à linguagem corporal, à preparação e ao improviso. A comunicação é como o ar que se respira. Sem ela, nada acontece. As subtilezas e os truques da oratória para que a mensagem passe e fique.

João Teixeira Lopes é sociólogo, é professor universitário, é político e comentador televisivo. Falar em público é prática diária em diferentes circunstâncias e para diversas plateias. Uma palestra é uma palestra, uma aula é uma aula, uma intervenção política é uma intervenção política. "São papéis sociais diferentes. Tenho um repertório distinto de referências e de competências linguísticas", assinala. Adapta-se, portanto, à plateia que tem à frente. "É muito importante, em qualquer contexto, quando estamos a falar em público, face a face, ter em conta que a linguagem é muito mais do que o verbal. A linguagem é complexa, é um conjunto de signos verbais e não verbais."

Está habituado a preparar-se para qualquer ocasião. Não faz exercícios específicos de voz, sabe que é importante colocá-la, bebe bastante água. Leva um guião apenas como rede, não fica preso às notas escritas, faz questão de não ler, prefere o improviso. Solta as mãos, corrige quando se engana, não fixa o olhar numa única pessoa, olha para várias, e quando está de pé, não fica no mesmo sítio, anda pela sala. "Mudo de posição para ter uma perspetiva diferente da audiência, para ver como está a reagir."

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