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Famílias por turnos

Vivem momentos únicos quando apenas um dos pais está presente, são poucas as vezes que estão todos reunidos, passam dias sem ver um dos progenitores, dão uma notícia por mensagem e recebem um aconchego num telefonema. Vivências de uma realidade com rotinas muito próprias e organizadas ao pormenor.

Liliana Morais tem 35 anos e é enfermeira no Hospital de Chaves. Situada nessa cidade transmontana, a creche de Carolina, de dois anos, abre as portas às oito da manhã. A hora a que Liliana já tem de estar no Bloco Operatório. Deixa a filha em casa dos pais do marido, Tiago Morais, três anos mais novo. A pré-escola do filho mais velho, Afonso, de cinco anos, permite entrar mais cedo, mas há um acréscimo na mensalidade. Fica também em casa dos avós.

"Os meus sogros levam os miúdos às diferentes escolas." Se o turno desta mãe terminar às 15.15 horas, vai buscar o primogénito às 16 e a mais nova meia hora depois. Se for às 17, vão os avós ou o pai, que também é enfermeiro, mas no Serviço de Urgência Geral do Hospital de Vila Real. "Certos dias, somos quatro pessoas a levar e buscar os meninos", comenta Liliana. A organização familiar é alterada se estiver no turno da tarde (15 às 22.15) ou no da noite (22 às 8.15).

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