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i3S: Ciência em estado puro

i3S: Ciência em estado puro

Num edifício de betão, analisam-se doenças neurodegenerativas ao detalhe, tenta-se perceber como atacar infeções pela raiz, estuda-se a regeneração de tecidos. E vira-se o cancro do avesso. O maior instituto português de investigação em saúde nasceu da união de três instituições do Porto. A vanguarda do conhecimento mora ali.

Oito investigadores, sete mulheres e um homem, reúnem-se no início da semana para partilhar o que cada um anda a fazer nos seus projetos de investigação à volta do cancro da mama. Computadores, gráficos, testes, resultados, experiências com sondas e com ratos, um artigo para submeter a uma revista internacional, uma intervenção para preparar. A conversa ocupa a manhã, discutem-se métodos e caminhos, é melhor fazer assim, insistir aqui e ali, investigue-se o silenciamento de células, isolem-se vesículas, continue-se a usar o metabolismo das moléculas tumorais.

A chuva não pára de cair e, para lá desta sala, há centenas de investigadores debruçados nas suas áreas de estudo. É mais uma semana que começa no i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, o maior instituto nacional de investigação em ciências da saúde, um dos maiores da Europa, que resulta da união de três dos mais conceituados centros científicos do Porto: Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), e Instituto de Engenharia Biomédica (INEB).