Opinião

A grande descasca

A censura, a reprimenda, a invectiva, a reprovação, o reverbério, enfim a esfrega, a grande descasca dada a João P., o condutor insolente, começou mansa. Mas nos olhos da juíza luzia já, desde o princípio, quando o mandou levantar para a sentença, a mensagem que diria vinte minutos depois: – Realmente, cada um acredita no que quer. E o arguido tentou acreditar na sua versão que inventou. E, às tantas, tanta mentira se conta que se acredita nelas. Na verdade, a juíza não acreditava que João P. acreditasse no que ele próprio dissera em tribunal. Ou então não teria continuado […]