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Ciúme retroativo. Quando vasculhar o passado resulta em insegurança

Ciúme retroativo. Quando vasculhar o passado resulta em insegurança

As redes sociais abrem a porta do passado da pessoa com quem se está a iniciar uma relação. A curiosidade sobre os ex-namorados dos parceiros faz o resto. O resultado raramente é positivo.

Quando começou a namorar com Nuno, há cinco anos, Catarina sabia que a última relação do companheiro tinha sido turbulenta, com muitos episódios de começa-acaba-recomeça. E ela também levava consigo alguma bagagem negativa, já que tinha sido traída na relação anterior. Por essas razões, não se sentia muito confiante. Quando soube o nome da ex-namorada do companheiro, resolveu pesquisá-la online. "Só para ver quem era." Uma decisão que inicialmente lhe pareceu inocente. Pouco tempo depois, percebeu que tinha sido péssima ideia.

A curiosidade é uma componente básica da natureza humana. Existe por uma boa razão e ajudou-nos a chegar onde chegámos: é o nosso interesse permanente em adquirir informação nova que permite aprender e, assim, aperfeiçoar as escolhas e tomadas de decisão. Na realidade, a curiosidade é-nos tão inata que uma grande quebra do interesse pelo que nos rodeia pode ser um sintoma de depressão. Mas a curiosidade também pode envolver riscos para o curioso, e há mesmo quem defenda que existem informações que mais vale não procurar saber.