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Padre Mário da Lixa: "Jesus foi um preso político"

Padre Mário da Lixa: "Jesus foi um preso político"

Cinquenta anos e outros tantos livros depois, o Padre Mário da Lixa continua sem baixar a guarda. O novo livro, "Jesus Segundo os 4 Evangelhos em 5 Volumes", promete uma "visão inédita" de alguém que diz ter sido traído pelos seus. Retrato de corpo inteiro de um homem que nada deixa por dizer.

O sorriso não larga facilmente o rosto de Mário Pais de Oliveira, o Padre Mário da Lixa, como é popularmente conhecido há muitas décadas. Nem mesmo quando desfere críticas violentas ao poder religioso ou recorda as circunstâncias do seu afastamento da Igreja, as expressões agrestes tomam conta de si. "Com humor e amor" é um lema que só não se esforça por seguir à risca porque garante que lhe é natural. Serviu mesmo de antetítulo à "espécie de autobiografia" publicada há dois anos, "Evangelho no Pretório"."Se tivesse deixado o azedume tomar conta de mim, já não estaria aqui, de certeza. Teria feito como o Papa Bento XVI e saía de cena", atira, com o invariável gracejo.

Aos 82 anos, passa os dias num pequeno anexo alugado, nas traseiras de uma moradia em Macieira da Lixa, no concelho de Felgueiras. É nessa humilde habitação que concentra o seu trabalho de presbítero-jornalista ou de "teo-jornalismo", como o define. Dirige, há 21 anos, o jornal online "Fraternizar", com forte presença nas redes sociais, e escreve livros: exatamente 50 desde que, há meio século, escreveu "Evangelizar os Pobres", reunião das suas homilias na freguesia de Paredes de Viadores (Marco de Canaveses), onde começou a paroquiar um ano antes.

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