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Júlia Pinheiro: "Até já me esqueci que existe uma maneira de viver sem pressão"

Júlia Pinheiro: "Até já me esqueci que existe uma maneira de viver sem pressão"

Há quase três décadas em antena, gosta de se formatar. Foi justiceira em Praça Pública, sarcástica e mordaz na Noite da Má Língua, provocou Gregos e Troianos. Já a vimos histriónica, um poço de alegria e, mais recentemente, em voz serena. Assumiu cargos de direção em duas estações, sem se deixar intimidar pelo poder. É da rádio, experimentou a escrita e também o palco, no papel de atriz. Aos 58 anos, ainda procura o risco. Não vai ficar por aqui.

No camarim, em Carnaxide, destaca-se a conhecida coleção de sapatos stiletto, de todas as cores, íngremes e cobiçados. Passa pouco das seis da tarde e do final de mais um direto. Sem pressa, Júlia Pinheiro retoma a conversa precisamente no ponto em que ficara à hora de almoço. "Tudo o que sei sobre o amor foi-me ensinado pelo Rui."

De manhã, escolhera o Ritz. Chegara antes da hora. "Neste estado", comentara, referindo-se à ausência de maquilhagem. Não teme o envelhecimento, dirá a certa altura. Que até gosta. Sem o filtro da câmara, é mais magra e mais jovem. Muito longe dos 60 anos, que diz "quase ter". Da idade tira todo o proveito. Hoje pode dar-se ao luxo de se declarar num processo de "humildade absoluta". De se afirmar "muito boa naquilo que faz". De remeter o sucesso ao seu devido lugar.

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