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Lingerie: símbolo de luta, objeto de desejo

Lingerie: símbolo de luta, objeto de desejo

O espartilho comprime a silhueta feminina durante quatro séculos numa armadura rígida e dura. No século XX, tudo muda. Surge o sutiã, o push-up, as combinações transformam-se em vestidos, a cueca perde pano. A pele que se cola à pele torna-se confortável sem perder sensualidade. A história da lingerie é também a história da mulher. Mais liberdade, menos tecido.

A cintura chegou a ter 40 centímetros e os seios andavam tão subidos como um desafio descarado à lei da gravidade. Durante 400 anos, o corpo feminino viveu apertado num espartilho feito de barbas e ossos de baleia, madeira, aço. A mulher queria-se fina na cinta, seios a saltar do peito, costas direitas, postura hirta. Asfixiado numa armadura, o corpo molda-se ao gosto da época. O século XX desponta e nada fica como dantes. Mais liberdade, menos tecido.

Pin-ups de olhares provocantes, roupas sensuais, ligas à mostra. Hippies a clamar liberdade. O primeiro sutiã. Feministas contra a exploração do corpo. Modelos com roupa interior à vista. Desfiles em cuecas. A lingerie acompanha a evolução dos tempos. Por dentro e por fora. Símbolo de uma luta, objeto de desejo, a segunda pele da mulher é hoje uma mistura de conforto e sensualidade. A prova de um caminho feito de espinhos e rosas.

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