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Manuel Maria Carrilho: "Não acredito na justiça mas acredito no poder do tempo"

Manuel Maria Carrilho: "Não acredito na justiça mas acredito no poder do tempo"

Afastado da vida pública há quase dez anos, o antigo ministro da Cultura dá uma rara entrevista à "Notícias Magazine" em que fala da pandemia e do populismo, das presidenciais e do PS, da Cultura e do culto do ilimitado, mas também das curvas que a vida pessoal deu nos últimos anos. O filósofo acaba de ser ilibado pela terceira vez do crime de violência doméstica.

Ao espelho, Manuel Maria Carrilho vê um homem frugal e frontal, que gosta de andar descalço e de dizer o que pensa, lamentando que "a frontalidade seja, tantas vezes, confundida com agressividade". Antigo ministro da Cultura de António Guterres - o diário espanhol "El Mundo" chegou a considerá-lo o melhor ministro da Cultura da Europa -, abandonou a vida política há dez anos, mas não vê razões para um divórcio partidário. "Sou um militante em hibernação", diz. Está também afastado da vida pública, decisão que tomou depois de ser acusado de violência doméstica num processo que durou vários anos e que agora chegou ao fim com uma sentença que o iliba. Nem assim confia na justiça portuguesa, mas aproveitou o tempo para "ler muito, escrever mais e amadurecer ideias".

Aos 69 anos, o filósofo e professor catedrático tem dois livros quase a chegar ao mercado: "Sem retorno" e "Impensar (Dicionário breve da ignorância contemporânea)". No Porto, em Serralves, conversou com a "Notícias Magazine" durante mais de oito horas. Se pudesse caber inteiro numa frase, seria esta: "Sem medo do populismo".

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