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Medicina antienvelhecimento: mito, ciência ou futuro?

Medicina antienvelhecimento: mito, ciência ou futuro?

Nasceu nos Estados Unidos, há mais ou menos três décadas, e em Portugal não faltam clínicas que disponibilizem consultas e terapêuticas nesta área. A modulação hormonal é porventura a mais popular. Mas a prática - e, de resto, todo o conceito - está longe de ser consensual. A Ordem não a reconhece como especialidade e as sociedades médicas tecem duras críticas.

"Exército americano testa medicamento antienvelhecimento no próximo ano." A novidade foi lançada no final de junho pela "Breaking Defense", revista digital americana dedicada a assuntos relacionados com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Mesmo não tendo sido confirmada (ou desmentida) pelo Pentágono, a notícia serve de mote para umas quantas questões. Estamos hoje mais perto de descobrir uma espécie de elixir da juventude? Até que idade pode ser esticada a esperança média de vida? Já há formas fiáveis e seguras de nos mantermos mais jovens durante mais tempo? Quais as soluções apresentadas atualmente pela autointitulada medicina antienvelhecimento (que, diga-se, continua a não ser reconhecida como especialidade pela Ordem dos Médicos)?

Começando pelo princípio. O conceito nasceu nos Estados Unidos, nos anos 1990, pela mão de um grupo de médicos que tentaram perceber as razões pelas quais envelhecíamos e se dedicaram a tentar reverter o processo. Em 1993, foi mesmo fundada a American Academy of Anti-Aging Medicine (A4M), uma organização sem fins lucrativos que, além de promover a medicina antienvelhecimento, dá formação e certificação na área (em 2011, segundo dados da própria organização, já teriam certificado cerca de 26 mil médicos, de 120 países). No entanto, a A4M nunca foi reconhecida pelas organizações médicas estabelecidas. E a polémica tem andado sempre a rondar. Desde logo, por recorrer com frequência a tratamentos hormonais. Mas nem a controvérsia travou a expansão do movimento. Do negócio também. O Bank of America estima que o mercado da medicina antienvelhecimento (ou anti-aging ) nos EUA valha hoje 110 biliões de dólares. E que em 2025 chegue aos 610 biliões! Não espanta, por isso, que o conceito se tenha internacionalizado. A Portugal chegou na primeira década deste século.

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