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O amor também nasce nas prisões

O amor também nasce nas prisões

Não há paixão sem barreiras e às vezes as barreiras são grades de prisão. José, um nome comum. José, um homem como outro qualquer, apaixonou-se. Há muitos Josés nos estabelecimentos prisionais do país. Três contam as suas histórias. Feitas de carência e atração. De amor e preconceito. Deles e dos outros.

Maria chamou-o. "Estou a fazer a tese e preciso de entrevistar reclusos com historial como o seu." José Manuel aceitou. O longo cadastro tornava-o elegível. Aos 25 anos, já tinha passado dez na prisão por roubo e tráfico de droga. Sedutor até mais não. Ela, 23 ou 24 anos, deixa-se levar na cantiga do bandido.

"Era a minha sinceridade, a minha maneira de ser, a minha boa disposição." Não passou muito tempo até estarem na sala aos beijos. Mãos pelo corpo, não mais do que isso. "Juro." E ninguém a não serem eles há de saber. "A sério que não. Não que não apetecesse, mas aqui não. Porque eu não quis." Um ano nisto e as entrevistas aos outros reclusos a serem negligenciadas. As consultas de psicologia quase diárias. Maria cega. Afogueada. Apaixonada.