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Quando o pai é pai a dobrar

Quando o pai é pai a dobrar

Luís Borges adotou três crianças com o ex-marido, Eduardo Beauté, que entretanto faleceu, e na hora do vazio vestiu a capa de super-homem para educar. Paulo Pires fez uma escolha de vida: adotou sozinho um menino. Nuno Marçal perdeu a mulher num acidente automóvel e virou pai e mãe. João viu a vida dar uma reviravolta quando a mulher abandonou a casa e os filhos. São famílias monoparentais no masculino. Uma minoria no mundo da parentalidade.

Acho que é um bocado ofensivo quando me dizem que tivemos muita coragem." Luís Borges não aveluda as palavras, carrega-as inteiras. Mesmo assoberbado de desafios e dúvidas, pouco deixa espreitar de fragilidade. Aos 34 anos, é modelo, empresário e muito mais do que isso: é pai a solo. De três, a conta que Deus fez. A coragem que lhe elogiam? É por ter adotado três crianças - o primeiro Bernardo, 12 anos, com Síndrome de Down, e depois Lurdes, 10, e Eduardo, 7, da Guiné-Bissau - com o então marido, o cabeleireiro Eduardo Beauté, que entretanto faleceu, já depois de estarem separados.

"Adotar tem a ver com amor, pelo menos para mim que também fui adotado, pouco interessam as características físicas. Por exemplo, quando o Bernardo apareceu na minha vida, é claro que ter trissomia 21 me sensibilizou, mas o que senti por ele foi maior que tudo isso." Ofende-se pela bravura que diz não ter e é duro no discurso. "Isto não foi uma coisa pensada, no sentido em que não decidimos adotar um menino deficiente e duas crianças pretas. Adotámos porque criámos uma ligação com eles e sentimos que fazia sentido."

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