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Rapaz ou rapariga? O rótulo à nascença

Rapaz ou rapariga? O rótulo à nascença

O sexo de um bebé é uma informação que (quase) todos os pais procuram saber antecipadamente. Mas o género pode não ser tão simples quanto o rosa e o azul. Apesar de rara, a ambiguidade sexual existe e já levou a mudanças na legislação portuguesa.

Célia foi apanhada de surpresa na sala de partos. A filha Leonor, acabada de nascer, não tinha uma vagina dita normal. Os médicos avisaram-na logo após ter dado à luz: a Leonor tinha "um clitóris muito alongado como se fosse um micro pénis", recorda a mãe à "Notícias Magazine". Os pais foram aconselhados a não fazer o registo da filha até se ter a confirmação do género e do diagnóstico.

A bebé nasceu com hiperplasia suprarrenal congénita clássica, uma patologia que se caracteriza pela ambiguidade genital, nomeadamente a virilização dos genitais externos femininos. Aos 33 anos, grávida da primeira e única filha, Célia sentiu que o chão lhe tinha caído. "Foi muito complicado. A Leonor teve de fazer um teste genético para saber se era rapaz ou rapariga", desabafa.