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Residências universitárias que são um luxo

Residências universitárias que são um luxo

Piscina, sauna, ginásio, sala de jogos, cinema, é um mundo infinito de comodidades em autênticos hotéis de cinco estrelas, em regime de tudo incluído. Ou a recuperação do espírito das antigas repúblicas, mas melhor, muito melhor. As residências privadas e premium são um mercado a crescer num país com escassez de alojamento para estudantes deslocados. Lisboa e Porto reinam na oferta. E há uma certeza: o fenómeno vai estender-se.

A entrada, pincelada com cores neutras, madeiras e linhas contemporâneas, é digna de hotel. A comparação até podia ser, mas não é despropositada. Há sofás em múltiplas zonas de estar com vista para os sobreiros lá fora, longas mesas, um piano encostado à parede, uma área de jogos com mesas de bilhar, pingue-pongue, máquinas de jogos Arcade, dardos. E mais: uma receção, um ginásio envidraçado a beber luz natural, uma cafetaria de ares modernos de olhos postos numa piscina exterior. Acabou de abrir portas, estreou-se no primeiro dia de setembro, e chama-se LIV Student Campus Street a nova residência de luxo para estudantes no Porto. Não é a primeira, é a segunda da marca na Invicta, depois da LIV Student Polo Universitário que abriu há um ano, fruto do investimento do Valeo Groupe em Portugal (que começou a apostar em residências universitárias nos Estados Unidos).

A lacuna gigante que existe no mercado de alojamento estudantil no nosso país - este ano há ainda menos quartos para arrendar e os preços dispararam - é terreno fértil para as residências universitárias privadas e os grupos internacionais estão atentos. Aliás, até 2024, a oferta vai duplicar, segundo um estudo realizado pela consultora Savills e divulgado em fevereiro. Nessa altura, havia 5500 camas em operação, que entretanto já aumentaram, basta ver as 775 somadas pela LIV Student Campus Street neste mês. O fenómeno tem vindo a crescer nos últimos cinco anos. Só entre 2020 e 2021 abriram dez unidades privadas, mas este segmento de mercado ainda é embrionário. E há margem, muita margem para evoluir.

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