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Stayaway covid: entre a saúde e a segurança

Stayaway covid: entre a saúde e a segurança

A StayAway Covid foi criada com o objetivo de ajudar os portugueses no rastreio da doença. Está no mercado há 13 dias, mas não convence todos. O dever cívico divide palco com o ceticismo e as teorias totalitárias. Estamos a ceder dados para sermos controlados? A app vai mesmo fazer a diferença na evolução da pandemia? Perguntas que poderão ser respondidas com o tempo. Para já, falam os especialistas.

Ana, doida por sapatilhas, procurou no Google um modelo que viu numa loja. Pouco depois, quando abriu a sua conta do Instagram, lá lhe apareceram elas, tentadoras, num anúncio. "Como é que sabiam que era destas que eu gostava?" Catarina confessou no grupo do WhatsApp que estava a pensar remodelar a casa. Desde esse momento, não lhe faltaram sugestões de páginas no Facebook que vendiam sofás, jarras e tapetes. Sem ela sequer procurar. "Que estranho." O Tiago ficou surpreendido à saída do parque de estacionamento, mesmo antes de inserir na máquina o ticket ´já pago, o visor do aparelho exibia a matrícula do carro que conduzia. "Isto é assustador." Exemplos não faltam. Na vida real e na internet. Estão constantemente a provar-nos que sabem quem somos, onde estamos e do que gostamos. E nós, dando ou não conta, estamos constantemente a ceder informações. Dados valiosos de potenciais consumidores, eleitores e usuários de diversos serviços.

Num Mundo cada vez mais construído à medidas das nossas necessidades, quanto mais nos conhecerem mais bem sucedidos serão a vender-nos exatamente aquilo que precisamos e aquilo que não sabíamos que precisávamos. Talvez por estarem conscientes deste modus operandi, quando a StayAway Covid - aplicação criada para ajudar a conter a pandemia - foi anunciada, muitos portugueses torceram o nariz. "Querem controlar-nos." Será?

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