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Viver com doenças cardíacas congénitas

Viver com doenças cardíacas congénitas

Quando o nosso coração já nasce com malformações, isso não significa a ausência de uma vida normal. Com acompanhamento e tratamento médico, muitos dos problemas podem ser resolvidos. Até os mais raros.

Recordar os primeiros meses do seu segundo filho mexe com o coração de Ana Paula. Mais ainda porque a história é efetivamente sobre o coração do seu menino. Mal ele tinha saído das entranhas da mãe o médico auscultou-o e ouviu-lhe um "ruído". O bebé foi reencaminhado para um cardiologista pediátrico. "Foi o doutor Monterroso que lhe fez os exames e nos explicou depois a situação. No fim, deu-nos um livrinho onde sublinhou a cardiopatia congénita do Afonso, Tetralogia de Fallot. Enquanto pais sentimos que o mundo estava a desabar."

Quando a consulta acabou estavam de rastos. Ana Paula teve o impulso de pegar no livro e começar a ler. "Havia uma frase que dizia que se os meninos fossem operados com sucesso até podiam vir a praticar desporto. Virei-me para o meu marido e disse-lhe, "vamos conseguir"." Afonso era um bebé enérgico, os pais estavam atentos porque bastaria um banho mais quente ou um choro mais intenso para espoletar uma crise. "Tentámos que fosse tendo uma vida tranquila até à cirurgia."

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