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Afonso Camões

Há prostitutas?

É lendária, entre jornalistas, a rábula que conta o episódio da chegada do arcebispo da Cantuária a Nova Iorque, em visita oficial. Ainda mal pisara terra e já um repórter lhe pedia um comentário sobre a presença marcante de tantas prostitutas naquela cidade norte-americana. Surpreendido com a pergunta e a ganhar tempo para engatilhar uma resposta, o líder espiritual da Igreja Anglicana soltou um "Ah! Mas há prostitutas em Nova Iorque?" No dia seguinte, um jornal noticiava a vermelho e em manchete: "Acabado de desembarcar, Primaz de Inglaterra pergunta se há prostitutas na cidade".

Afonso Camões

Por Santa Luzia!

Cruzemos as diagonais ao nosso chão e, ali ao lado, bem juntinho ao coração geodésico do mapa português, encontramos o lugar onde, simbolicamente, António Costa reuniu ontem o Conselho de Ministros: Pampilhosa da Serra, município antigo, não chega a 4500 habitantes, eram 15 mil em meados do século passado. A maioria tem mais de 65 anos e já só são 11 por cada quilómetro quadrado, 10 vezes menos que a média nacional. Arde quase todos os anos, há muitos anos. E é bem o retrato despovoado do interior português, onde o Estado é precário e demasiadas vezes ausente.

Afonso Camões

A rábula do gordo

A minha declaração de rendimentos, para efeitos de IRS, inclui as remunerações de uma professora. Pelo que, feita esta declaração de interesses, me sinto autorizado a reconhecer que "o material escolar mais barato que existe na praça é o professor". Bem sei, cito de cor a rábula de Jô Soares, o cómico gordo. Mas é no regateio dessa mercearia que andamos há anos, um biombo de interesses que secundarizam o essencial: a importância decisiva da educação para o futuro do país. Porque não há ferramenta mais eficaz para garantir a mobilidade social, reduzir as desigualdades e fermentar competitividade na economia.