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Opinião

A agenda escondida da Direita

A agenda escondida da Direita

A União Europeia é o projeto político mais duradouro na construção da democracia e da paz no pós-guerra. O sonho da Europa unida e renascida das cinzas gerou esperança e construiu o Estado social na Europa. Deu às pessoas estabilidade e segurança. A alegria de reconstruir as suas vidas sem medo e com determinação para uma Europa próspera e moderna. Sim, acredito numa Europa onde seja possível um novo contrato social, com mais emprego, mais igualdade de oportunidades e uma proteção social mais forte.

Portugal tem hoje uma voz ativa na Europa. Portugal conta na defesa de uma Europa sob forte ataque dos populistas, dos nacionalistas, dos defensores do "não há alternativa". Provámos, nestes três anos, que é possível em Portugal ter uma agenda política para e com as pessoas. Não é uma abstração ou uma boa intenção. Tem resultados: mais e melhor proteção social, mais e melhor emprego, aumento do salário mínimo, descongelamento de carreiras, melhor mobilidade - sustentável económica e ambientalmente, tudo isto com contas equilibradas. Contas equilibradas significam futuro para as próximas gerações.

Onde está a Direita portuguesa neste debate? Perdida na polémica dos casos. Sem rumo e sem um projeto para Portugal.

Mas não nos enganemos, a Direita - PSD - tem uma agenda escondida. Apoia, na Europa, um dos principais defensores de sanções e de mais austeridade para Portugal. Quem apoiou esta posição no Parlamento Europeu? Paulo Rangel e Nuno Melo! Os mesmos que apoiaram o empobrecimento como inevitabilidade dos portugueses.

Hoje, o PSD tem uma agenda escondida - regresso às 40 horas de trabalho, aumento do IVA da restauração (como se a redução deste imposto não tivesse criado 50 mil novos postos de trabalho) ou o aumento do IRS para os que hoje não pagam IRS.

Não tenhamos ilusões, discutir a espuma dos dias é esconder a verdadeira agenda da Direita: o empobrecimento da maioria dos portugueses, para riqueza de muito poucos. Os portugueses não têm saudades desses tempos.

Continuemos, pois, a construir um país para todos com uma voz ativa na Europa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

*Secretária-geral-adjunta do PS