Opinião

A revolução de abril

A revolução de abril

Já se sabe que o mês de abril é um mês que diz muito aos democratas portugueses e vai ficar este ano também assinalado pelo início da implantação de uma reforma verdadeiramente estrutural e uma das medidas certamente mais significativas desta legislatura de governação PS. Os novos passes intermodais - com reduções de preço assinaláveis - terão um tremendo impacto em muitos milhares de famílias portuguesas, em particular nas grandes regiões metropolitanas, e deverão constituir o mais forte impulso em muitas décadas para a utilização do transporte público. Aumento da utilização dos transportes públicos que constitui hoje uma verdadeira batalha civilizacional, e que vale bem a pena travar. Sim, trata-se de uma medida do mais profundo alcance.

Desde logo pela significativa poupança que vai permitir a tantas famílias, constituindo mais um importante momento da política de recuperação de rendimentos que constituirá uma marca indelével desta legislatura e desta governação socialista. Mas também pelo poder que esta medida poderá e deverá ter, a prazo, em termos ambientais, retirando o maior número possível de carros das nossas maiores cidades, cidades que, à escala global, são afinal onde hoje se trava um dos maiores combates dos nossos tempos e absolutamente decisivo para a qualidade de vida de todos e para o futuro da humanidade, o combate pela descarbonização. A implantação dos novos passes intermodais deverá ser, naturalmente, acompanhada por uma gradual melhoria dos serviços de transportes públicos, que foi uma das áreas mais afetadas e deixadas ao abandono pela governação da Direita que tanto se gabava de "ir além da troika" (convém recordá-lo...). Os investimentos já anunciados nessa área apontam nesse sentido, contribuindo para a existência de uma alternativa de qualidade e mais barata ao transporte particular.

Trata-se, pois, a prazo de uma verdadeira e virtuosa revolução na vida das pessoas e das famílias. Cuja implantação, como dizia o poeta, primeiro se estranha e depois se entranha. E, quero dizê-lo, sem hesitações, mais um motivo de orgulho nesta governação.

* SECRETÁRIA-GERAL-ADJUNTA DO PS

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