Opinião

Para não voltar atrás

Para não voltar atrás

Nos últimos três anos e meio as famílias portuguesas aumentaram os rendimentos em 11%. Foi eliminada a sobretaxa do IRS, aumentaram os escalões do IRS e desceu o IVA da restauração, o que permitiu a criação de 50 mil novos empregos no setor. Foram eliminados os cortes nos salários e pensões.

O salário mínimo aumentou todos os anos. Foram criados mais de 350 mil novos empregos e o desemprego desceu para mínimos de 18 anos. Foram revertidos os aumentos das taxas moderadoras na Saúde e foram integrados no SNS mais 9 mil profissionais. Há mais 11 mil contratados na Escola Pública. Foram criados os novos passes dos transportes, que vão permitir uma diminuição substancial de despesas familiares. O crescimento económico tem sido o maior deste século e este será o terceiro ano consecutivo de convergência com a União Europeia, o que nunca tinha acontecido. Portugal abandonou, com muita luta e tenacidade, o processo por défice excessivo que lhe tinha sido instaurado pela Comissão Europeia (debaixo do incitamento entusiástico do atual candidato do PPE, ou seja, do CDS e do PSD, a presidente da Comissão) e os défices registados têm sido os mais baixos da história da nossa democracia (0,5% em 2018). Isto dito assim pode parecer fácil, mas implicou um grande esforço dos portugueses, que permite que hoje possam encarar o futuro com esperança e com confiança. Não, o país está longe de estar como todos gostaríamos que estivesse e como pode vir a estar. Há ainda muito trabalho a fazer, com um rumo, uma estratégia, rigor e persistência. Mas Portugal está melhor. É preciso continuar este caminho, sustentadamente, sem dar passos maiores do que as pernas. Para que nunca mais seja possível voltar atrás. Num momento em que a responsabilidade parece um bem escasso na Direita portuguesa, convém dizê-lo.

* SECRETÁRIA-GERAL-ADJUNTA DO PS