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Quem vota, decide

A abstenção corrói a democracia nos seus alicerces de maior participação e de uma cidadania ativa. Democracia é participação dos cidadãos na definição do seu futuro coletivo e, por isso, a abstenção significa renunciar ao exercício desse direito fundamental que é a liberdade de escolher quem governa. É, pois, preocupante a abstenção que se tem vindo a registar nas eleições em Portugal, que nas autárquicas de 2013 foi de 47,3% - não deixa de ser um paradoxo uma taxa de abstenção tão alta naquelas que são as eleições de maior proximidade. O problema é sério, não pode ser ignorado ou desvalorizado, porque tem a ver com a essência da democracia e com o que a desistência do voto implica nas nossas sociedades.

Nesta campanha eleitoral autárquica, o Partido Socialista elegeu a abstenção como seu principal adversário e fez dessa uma das suas principais mensagens, combatendo este adversário sem quartel. Para nós, esta é uma obrigação de todos os democratas e é, por isso, surpreendente ver como outros têm vindo a desvalorizar a abstenção, ainda que essa desvalorização possa ter um caráter conjuntural. A Direita em geral, o PSD em particular, sabe bem que, nestas eleições de 1 de outubro, quanto menos gente for votar menor será a dimensão da sua derrota...

Não podemos deixar nas mãos de apenas alguns a definição do futuro de todos. Porque, quem não vota demite-se de participar no futuro coletivo da sociedade e da construção de um futuro melhor. Não, não é verdade que todos os políticos sejam iguais. Há os que cumprem os seus compromissos e os que não cumprem. O Governo do PS, liderado por António Costa, é um bom exemplo de quem tem cumprido os compromissos assumidos perante os portugueses. Esta é a melhor forma de combater a abstenção: não prometer o que não se possa cumprir.

Nestas eleições, nós, socialistas, não damos nenhum voto como ganho, nem nenhum voto como perdido. Lutaremos por cada voto, em cada concelho e em cada freguesia de Portugal. Só contam os votos entrados nas urnas, não contam as sondagens, nem a simpatia nas ruas. Não votar significa a possibilidade de acordar no dia seguinte e as notícias não serem as que achávamos que iam ser (e que "justificavam" nem sequer precisar de ir votar).

É preciso ir votar porque todos juntos fazemos Portugal melhor. A essência da democracia é a diversidade de escolhas e que cada um escolha a melhor. Este é o apelo que aqui deixo na reta final que nos leva até às eleições do próximo domingo. É tempo de escolher, de decidir e participar na construção do futuro.

SECRETÁRIA-GERAL-ADJUNTA DO PS

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