Opinião

Mais a Norte

Como pode uma marca servir a uma Região? Qualquer manual de branding dirá que uma marca identifica, diferencia, afirma e valoriza. Em síntese, fala e faz coisas, criando ideias, mudando perceções, gerando atitudes e expectativas e inspirando confiança e proximidade.

Não é diferente uma marca territorial. É um instrumento ao serviço da identidade e do sentido de pertença de uma comunidade ou região, da sua afirmação e do seu desenvolvimento.

O Norte apresentou estes dias a sua nova marca. A primeira de cariz territorial, comunitária, de vocação não turística. Uma marca-chapéu que fluidifica e harmoniza a comunicação da CCDR-Norte (até agora refém de múltiplas imagens fragmentadas, complexas e sem consistência), mas que vai muito mais além. Reforça um discurso, uma vontade e um projeto - o Norte como Região Portuguesa de futuro, fazedora, empreendedora, berço da nação e seu permanente motor de inovação e modernidade. Uma marca de sangue e cores bem portuguesas, que presta tributo ao imaginário cultural e paisagístico, industrial e tecnológico do Norte.

"Mais a Norte" é a assinatura desta marca. Pode parecer uma redundância, mas é absolutamente consciente. Exprime os factos de o país se realizar mais no Norte (na demografia, na indústria, na abertura ao Mundo, nas exportações, no património, na cultura... e em tudo que vai da terra à mesa), bem como aqui enfrentar os seus grandes desafios. O futuro de Portugal - na competitividade, coesão e sustentabilidade, na inovação produtiva, na qualificação das pessoas e na descarbonização da economia - não se consumará sem a participação do Norte. Sem a sua marca e a sua atitude, tais desígnios não serão viáveis.

Finalmente, "Mais a Norte" reafirma a ambição transformadora e a matriz liberal que definem o caráter da Região. Devemos esperar mais investimento e mais autonomia na definição e gestão de políticas e instrumentos de desenvolvimento regional. Devemos esperá-los e exigi-los, na justa proporção da relevância do Norte e da sua responsabilidade de ajudar a realizar Portugal.

No fim de contas, é disso que fala a nossa História.

*Presidente da CCDR-N

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