Opinião

A coesão do país também passa pelo conhecimento

A coesão do país também passa pelo conhecimento

O Governo anunciou o aumento da taxa de execução dos programas regionais do Portugal 2020 de 30% para 50% no final do presente ano, o que significa uma injeção superior a 1,5 mil milhões de euros na economia.

Este impulso na execução dos fundos comunitários inclui projetos inovadores de empresas que pretendam desenvolver a atividade em regiões de baixa densidade e, em menor parte, para atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico.

Se concretizada a medida, parece ir no sentido da competitividade e da coesão. A aposta na inovação é vital para a competitividade das regiões, em particular nas fileiras de maior valor acrescentado, o que é passível através de melhorias no processo (aumento da produtividade dos fatores produtivos e alterações tecnológicas) e no produto (bens de maior valor) ou de ambos. É vital endogeneizar a valorização do conhecimento, potenciando as instituições de Ensino Superior.

Efetivamente, a sustentabilidade económica, social e ambiental do território envolve o conhecimento, incluindo programas de I&D e modernização de infraestruturas científicas para as instituições do interior. Apenas, deste modo, se pode potenciar um programa estruturado de desenvolvimento, inovação e empreendedorismo com impacto potencial em áreas estratégicas.

Numa época em que se reivindica maior coesão na Europa e no Mundo, entre regiões com acesso ao conhecimento e as que não têm, deveríamos olhar, desde logo, para o nosso próprio país e as regiões.

Dito isto, é vital apostar em programas com as instituições de Ensino Superior do interior. Caso contrário, a competitividade e coesão do país continuará em causa e, certamente, um futuro sustentável do país, enquanto território único.

*Reitor da UTAD

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