Opinião

A paixão pela educação

A paixão pela educação

A educação é um elemento central no desenvolvimento da sociedade. Não é de estranhar que na narrativa pública a educação surja como a paixão de sucessivos governos e da comunidade internacional.

A educação universal e de qualidade é um dos desafios de diversos países e, em particular, de Portugal, num momento em que o envelhecimento da classe docente se agrava seriamente. O CNE sugere que, até 2030, mais de 50 mil docentes poderão aposentar-se, um cenário que exige uma estratégia de longo prazo, que vai além das discussões orçamentais de curto prazo.

Atrair jovens para a paixão de ensinar exige a valorização e reconhecimento da profissão pela sociedade, a diminuição da instabilidade na colocação dos docentes e uma melhor remuneração salarial, entre outros incentivos. Mas, indicadores da OCDE mostram que os professores portugueses em início da carreira ganham menos do que em diversos países europeus.

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É vital atrair mais jovens para cursos superiores de formação de professores. De 1995/96 até 2001 o número de inscritos nesta área de estudos aumentou, mas desde aí diminuiu de forma progressiva até 2018/19, em que apenas 12 685 jovens frequentavam cursos de educação. Nos anos recentes aumentou o interesse por cursos que dão acesso à docência, demonstrado pelo aumento do número total de candidatos e dos que escolheram esta área em primeira opção.

A paixão pela educação é um desafio transversal ao país, devendo ser uma das prioridades a inscrever nos programas de todos os partidos políticos para o próximo ciclo de governação. É vital uma prática política que aposte na educação como pilar de um modelo de desenvolvimento baseado no conhecimento e inovação.

*Docente universitário

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