Opinião

A universidade portuguesa e o futuro

A universidade portuguesa e o futuro

Empenhados na transformação estratégica do país, os reitores, das universidades que integram o CRUP, tornaram público, no passado fim de semana, um manifesto que contempla 10 teses e uma visão comum para a universidade portuguesa.

O manifesto considera que as universidades, criadas para educar e capacitar as pessoas, para fazer avançar o conhecimento e robustecer as sociedades, são instituições basilares do modelo de desenvolvimento europeu. Sublinha, entre outras teses, que a universidade do futuro existe para fazer acontecer, projetar a imagem de um país moderno do conhecimento e da inovação, estruturando um sistema de ensino e investigação baseado na inovação e na criatividade. Esta deverá ser sempre um repositório de memória cultural, inclusiva e respeitadora da diversidade, livre e plural, aberta à sociedade e aos seus desafios, mas mantendo-se humana num contexto tecnológico.

O manifesto reforça ainda a necessidade de um quadro legislativo estável, que promova a autonomia e a responsabilização, pois, só assim, a mais europeia das instituições, que durante séculos foi um pilar do desenvolvimento e da cultura, poderá continuar a assegurar o seu papel.

Por sua vez, a "Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal", de Costa e Silva, sugere, entre outras, prioridades que acomodam a visão das universidades, casos da qualificação das pessoas, da transição digital em especial da administração pública e do investimento em ciência e tecnologia.

Dito isto, da mesma forma que as universidades estiveram na linha da frente no combate à pandemia, também são vitais para a recuperação económica e social do país.

Da universidade depende a possibilidade de Portugal acontecer e ter futuro.

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*Reitor da UTAD

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