Opinião

Conhecimento e inovação. O que se espera de 2020?

Conhecimento e inovação. O que se espera de 2020?

A época natalícia é tempo de partilha, de paz e de harmonia, vivido com a família e os amigos, mas também um bom momento para preparar o novo ano.

Após um ano marcado por atos eleitorais na Europa e pelos novos desafios societais como as alterações climáticas, espera-se de 2020 um ano de mudança. A nível nacional, um novo ciclo económico assente em baixos salários para um paradigma de maior valor da produtividade, logo de emprego com mais incorporação de conhecimento e inovação, sobretudo em bens transacionáveis.

Num tempo marcado por desafios como a digitalização, a sustentabilidade ambiental e o envelhecimento da população, o país debate-se ainda com as assimetrias regionais. Do futuro quadro comunitário espera-se mais investimento em ciência, reforço dos ecossistemas regionais de inovação, promovendo a investigação, o empreendedorismo e a criação de empresas baseadas no conhecimento, que estimulem a fixação e atração de capital humano nas regiões mais desfavorecidas.

É crucial trilhar novos caminhos que passam pelo conhecimento e inovação, para alcançar um país mais qualificado, coeso, atrativo e que assuma uma trajetória estrutural, não apenas cíclica, de recuperação económica e social.

Uma nota sobre a crise climática. A última cimeira de Madrid foi uma oportunidade adiada, sem ambição em matéria de mitigação, de adaptação e de coragem para enfrentar a crise. A mudança passa pela comunidade internacional tomar consciência de alterar o estilo de vida, de produção e de consumo, para combater o aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o provocam.

A todos expresso os votos de um bom ano.

*Reitor da UTAD

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