Opinião

Os estudantes no epicentro das universidades

O recentemente publicado "Times Higher Education University Teaching Ranking", o primeiro ranking totalmente direcionado para a vertente de ensino revela a importância de colocar os estudantes no epicentro da academia e comprova a qualidade do Ensino Superior em Portugal.

Na posição cimeira deste ranking estão as universidades de Oxford, de Cambridge e da Sorbonne, mas inclui também oito instituições de Ensino Superior portuguesas, entre as quais as da Região Norte: as universidades do Porto, do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O estudo incide no desempenho das instituições em 13 indicadores que, em termos globais, avaliam o ambiente de ensino e aprendizagem, a interação dos estudantes com os docentes, o comprometimento dos estudantes com o estudo, o sucesso académico, as oportunidades para desenvolver novas competências e a preparação para o mercado de trabalho.

Numa altura em que a agenda política do Ensino Superior tem sido centrada nas questões da investigação e do emprego científico, julgo pertinente valorizar a capacidade e a qualidade do Ensino Superior do país.

Baseado no princípio de que a educação melhora as competências e prepara os jovens para a vida ativa, a Universidade deve ser inclusiva e traduzir-se em benefícios sociais e económicos para a sociedade, numa perspetiva intergeracional. Nesta lógica, os estudantes devem ser o epicentro da Universidade, o que exige recentrar as instituições para um ensino vocacionado para o desenvolvimento de atitudes e de competências favoráveis a mudanças tecnológicas e sociais, à inovação, à capacidade criativa e empreendedora, à afirmação da autonomia reflexiva e responsável, sempre pautada por elevados valores éticos.

A centralidade no estudante exige apostar em mudanças organizacionais, métodos de trabalho colaborativo, em competências multidisciplinares que favoreçam uma cultura de responsabilidade, de civilidade e de cidadania.

Sem dúvida que a qualidade do ensino das universidades do Norte revelada no mencionado ranking e a perceção de que os seus diplomados têm boa capacidade de inserção no mercado de trabalho é uma notícia motivadora para os jovens que estão a fazer opções de escolha do curso e da instituição para obter a sua formação superior.

Sem dúvida que o prestígio alcançado pelas universidades e a sua dinâmica continuada, bem como de todos os que por ela passaram permitem, seguramente, cimentar a certeza do seu valor económico e social para o futuro do território envolvente e para o país.

REITOR DA UTAD