Opinião

Um novo ciclo para o Ensino Superior

Um novo ciclo para o Ensino Superior

O aumento de candidatos face a 2018 nesta fase do acesso ao Ensino Superior público é um sinal positivo na evolução registada nos últimos anos, em termos do alargamento da base social do Ensino Superior e da ambição de garantir as metas europeias em 2030.

Confirma que a qualificação superior é uma aposta das famílias, pois permite uma inserção mais rápida no mercado de trabalho. Os diplomados demoram menos tempo a conseguir emprego e têm, em média, ganhos salariais superiores, sendo um investimento com elevado retorno para as famílias e a sociedade.

Em breve, os partidos políticos irão fazer a habitual reentré política, numa altura em que se perspetiva um novo ciclo eleitoral. Espera-se que o Ensino Superior, a ciência e a inovação sejam uma prioridade nacional.

O país deve continuar a manter um bom desempenho neste domínio, sendo fundamental que no próximo ciclo político se mantenha um compromisso entre o Governo e as universidades para a ciência e o conhecimento. Esta visão permitirá manter a melhoria da qualificação dos portugueses, promovendo a base social de recrutamento de estudantes e a redução do insucesso e do abandono escolar. Permitirá estimular a internacionalização, o emprego científico e o rejuvenescimento do corpo docente e de investigação das instituições, manter a trajetória de simplificação e desburocratização dos procedimentos administrativos e a dinamização de um programa de modernização das instituições.

Contudo, a aposta na formação superior e na inovação exige diminuir o subfinanciamento crónico do investimento público no sistema de Ensino Superior e na ciência, num contexto que se antecipa de grande imprevisibilidade.

* REITOR DA UTAD