Opinião

Investir no futuro reforçando o Superior

Investir no futuro reforçando o Superior

O início de um novo ciclo político é o momento adequado para efetuar uma análise prospetiva para os próximos anos no Ensino Superior.

O programa do Governo refere a consolidação da democratização do acesso à escola pública, sendo vital um maior investimento no Ensino Superior visando aumentar o número de diplomados e recuperar o atraso em relação à Europa, criar trabalho qualificado e aumentar a produtividade da economia.

A nova agenda política centra-se, e bem, nos apoios sociais aos estudantes (bolsas e alojamento), no acesso dos estudantes do ensino profissional e na oferta no ensino de adultos. Do lado das universidades espera-se um maior esforço na atividade educativa, de investigação, desenvolvimento e valorização económica, o que exige reforço de financiamento.

É prioridade governativa garantir a cobertura de banda larga generalizada no país, determinante para a literacia e bem-estar das populações e a atração de investimento empresarial em atividades relacionadas com serviços e desenvolvimento digitais. Mas é vital para que as universidades possam dar resposta competitiva aos desafios de um mundo mais complexo e em constante renovação.

Mas, a aposta no Ensino Superior deve ser acompanhada de uma maior descentralização e eficiência na utilização dos fundos comunitários de I&D+i, para potenciar a produção de conhecimento, de bens e serviços transacionáveis, mas também permitir a modernização e capacitação das infraestruturas pedagógicas e científicas.

Assim, do novo ciclo governativo, esperam-se entendimentos alargados ao nível do Ensino Superior, no sentido de consolidar a confiança entre os principais atores do sistema de ensino, ciência e tecnologia.

*Reitor da UTAD

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