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Manter a ambição no Ensino Superior

Manter a ambição no Ensino Superior

No início do século uma das principais diferenças entre Portugal e a Europa residia na educação. Vinte anos mais tarde, Portugal possui a geração mais qualificada de sempre.

Senão vejamos alguns indicadores do Ensino Superior: o país cumpriu a meta europeia de escolaridade da população entre os 30 e os 34 anos, superando no 3.oº trimestre a meta de 40%; mais de metade dos jovens de 20 anos frequentam o Superior, um aumento de 25% face a 2015; o número de estudantes passou de 356 mil em 2015 para 412 mil inscritos em 2020; e o número de estudantes internacionais entre 2011 e 2019/20 mais do que duplicou, segundo estudo da EDULOG.

Contudo, persistem limitações de qualificação, desde a baixa capacidade de atração de estudantes mais velhos, já a trabalhar ou mesmo desempregados, a estudantes a tempo parcial e a estudantes de grupos socioeconómicos sub-representados no Ensino Superior. A qualificação dos adultos ativos é vital para enfrentar com sucesso o futuro, para que o país ambicione ser competitivo no exigente mundo digital e na resposta aos desafios da transição climática.

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Mas, as mudanças passam também pela integração crescente dos estudantes em atividades de I&D e inovação e o envolvimento prático das empresas, por modernizar e diversificar os planos de estudos reduzindo horas de contacto e fomentando estágios em empresas e administração pública. Exige alterar os métodos de ensino e aprendizagem visando fomentar a "autonomia dos estudantes", passando de um modelo centrado no professor para um modelo tendo como foco o estudante.

A aposta no Ensino Superior deve ser um tema transversal ao país, sendo crucial o empenho de todos os partidos políticos no próximo ciclo eleitoral.

*Docente universitário

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