Opinião

O Ensino Superior no pós-covid

O Ensino Superior no pós-covid

As instituições de Ciência e de Ensino Superior responderam de forma eficaz aos desafios da pandemia, tendo garantido a sua atividade e, de forma discreta, estiveram na primeira linha do combate à pandemia no apoio e na procura soluções para os problemas do país.

Contudo, não são prioridade no programa de estabilidade económica e social, que define as linhas principais de investimento do Estado até ao final do ano, o qual visa ajudar famílias e empresas a ultrapassar dificuldades resultantes do desemprego e da perda de rendimento, apoiando a retoma da atividade económica.

As universidades são decisivas na formação profissional dos desempregados gerados pela pandemia, quer na atualização de formação superior, desenhando ofertas formativas nomeadamente para os quadros da administração pública, quer na oferta de cursos de curta duração e de pós-graduações.

Mas, a principal preocupação reside na ação social. As universidades confrontam-se com uma forte redução da receita da ação social e, como tal, avizinham-se sérias dificuldades que põem em causa as políticas sociais. A medida anunciada de renovação automática do estatuto de beneficiário para estudantes é importante, mas é necessário acompanhar os efeitos do desemprego e da perda de rendimento das famílias no abandono escolar.

Finalmente, o alojamento é um sério problema dos estudantes. Nas anunciadas obras de proximidade, o plano de estabilização votou ao esquecimento as universidades, perdendo-se uma oportunidade para resolver as necessidades de ampliação e requalificação de residências de estudantes, identificadas no plano de alojamento dos estudantes do Ensino Superior.

Resta esperar pelo plano de recuperação económico e social.

*Reitor da UTAD

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