Opinião

O futuro passa pela qualificação e inovação

O futuro passa pela qualificação e inovação

Nos últimos anos Portugal virou a página no domínio da qualificação superior. Foi atingida a meta de alcançar 40% de diplomados da população entre os 30 e os 34 anos e, adicionalmente, metade dos jovens de 20 anos frequentam o Ensino Superior.

Contudo, é preciso fazer mais e melhor. É essencial ultrapassar as limitações de atração de estudantes mais velhos, qualificar os mais jovens de grupos socioeconómicos sub-representados, bem como apostar na formação ao longo da vida.

O país também deve manter a trajetória positiva no domínio da inovação. O inquérito ao potencial científico e tecnológico de 2020 mostra novas dinâmicas de inovação, de forma transversal ao território português. Regista-se uma evolução positiva da intensidade em I&D e da massa crítica científica, sendo o Norte a região com melhor desempenho face a 2015. O número de investigadores aumentou, sobretudo nas empresas (o Norte representa 40,4%), porém a dimensão do investimento (despesa por investigador) continua baixa a níveis europeus e mantém-se constante nas últimas décadas.

O ecossistema de inovação do Norte (instituições de Ensino Superior, centros de investigação e empresas) descentralizou-se, o que levou à disseminação dos processos de inovação pelo tecido produtivo e ao maior envolvimento das empresas. Todavia, não podemos estar satisfeitos. Devemos prosseguir com a estratégia de convergência com a Europa neste domínio.

É essencial mais ciência, mais inovação e continuar o esforço de formação superior, apostando na atualização e reconversão contínua e sistemática de competências. Mais ciência, pois precisamos de novos conhecimentos fundamentais; mais inovação para aceder a novos mercados através de empresas e processos disruptivos; e mais formação, pois estamos perante processos de mudança tecnológica, digital e ecológica, cujo ritmo tende a acelerar e que exigirão, sempre, a atualização das competências de toda a população.

Em síntese, devemos ambicionar mais ciência, mais inovação e mais formação para garantir a qualidade de vida, a qualidade do emprego e o bem-estar das futuras gerações.

Docente universitário

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