Opinião

O que esperar do novo ano

O que esperar do novo ano

2020 ficou marcado por uma nova realidade, difícil, complexa e inédita na nossa história, pelo menos na história de que temos memória. Os problemas que poderão ser uma amostra do que nos espera nas próximas décadas, exigindo profundas mudanças globais, mas também um esforço individual.

Confirma-se que a covid-19 tem origem animal e está relacionada com a forma como o ser humano tem vindo a invadir a natureza. Com a avassaladora degradação do planeta irão emergir novas formas de disseminação de doenças como o coronavírus.

Diversas vozes têm alertado para o uso excessivo dos recursos naturais da Terra, tendo todos os anos aumentado a dívida ambiental. A pegada ecológica global é muito superior à biocapacidade da Terra, podendo significar que o consumo da população mundial seja equivalente a duas terras em 2030, caso a intensidade de consumo se mantenha.

Todos temos de assumir uma atitude proativa. Do lado das universidades e da ciência têm surgido sinais de esperança, com a apresentação de soluções, a assunção de compromissos e a produção de conhecimentos e tecnologias rumo a um futuro sustentável.

O Mundo tem de trilhar novos caminhos para alcançar a neutralidade carbónica em 2050, o que exige cumprir uma agenda ambiental e uma abordagem integrada ao desenvolvimento de políticas públicas. Descarbonizar, valorizar o território e os seus habitats e avançar para uma economia mais circular, são os pilares do acordo de Paris e os objetivos de desenvolvimento sustentável inscritos na Agenda 2030 da ONU.

Este período festivo é um momento oportuno para refletir no futuro do planeta e dos mais novos. Mas, importa deixar uma mensagem de confiança e, apesar da incerteza dos tempos, esperar que, em breve, possamos estar reunidos na normalidade para a construção de um Mundo melhor e mais solidário.

*Reitor da UTAD

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