Opinião

Por uma agenda regional de inovação

Por uma agenda regional de inovação

Portugal tem vindo a afirmar-se pelo seu perfil exportador e alcançado interessantes quotas de mercado em setores de média e alta tecnologia, graças ao contributo das instituições de Ensino Superior e dos centros de investigação. Contudo, ainda existe um longo percurso, em particular, ao nível das regiões.

O futuro das regiões exige políticas que promovam a transformação do perfil da economia, de forma a desenvolver os setores de atividade com maior valor acrescentado. É vital ambicionar uma economia mais competitiva, assente no conhecimento que reforce pontes entre o mundo do ensino e o mundo do fazer.

O relatório da Associação das Universidades da Europa, sobre o papel das universidades nos ecossistemas regionais de inovação, apresenta indicadores e exemplos de boas práticas a nível europeu. Comprova como as universidades foram um instrumento vital na regeneração das regiões após a crise financeira, além do papel na transferência de tecnologia, criação de conhecimento e condução estratégica de desenvolvimento.

O país deve apostar na criação de ecossistemas regionais de inovação, visando um desenvolvimento mais equitativo, descentralizado e próximo das realidades locais. Nesta estratégia é vital capacitar os centros de investigação, focados no desenvolvimento do território, permitindo melhorar o posicionamento dos investigadores, quer em estratégias de desenvolvimento territorial, quer em consórcios internacionais para projetos europeus competitivos.

Num momento marcado pelos sucessivos ciclos eleitorais e a preparação do novo quadro comunitário, é fundamental inscrever na agenda política nacional o papel do Ensino Superior e da Ciência no desenvolvimento das regiões.

* REITOR DA UTAD

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