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Um novo olhar para a floresta

Um novo olhar para a floresta

A floresta tem sido perspetivada mais na ótica do flagelo dos incêndios e menos na lógica da sustentabilidade. A atividade deste setor promove os três grandes pilares da sustentabilidade: económico, social e ambiental.

Trata-se da fileira que gera o maior valor acrescentado nacional, apresentando a maior contribuição de valor incorporado na economia, assume uma forte vocação exportadora com relevância para a fileira da pasta e do papel e gera mais de cem mil postos de trabalho (prática silvícola, indústria e comércio de base florestal), além de milhares de empregos indiretos.

A atividade florestal tem sido um fator de desenvolvimento regional envolvendo milhares de empresas com uma ampla distribuição regional. Acresce que um número considerável de empresas do setor exerce a sua atividade no interior do país, pautado pela crescente desertificação e a falta de oportunidades de emprego.

É conhecida a relevância da gestão florestal sustentável e o seu papel nos ecossistemas, na melhoria da qualidade do solo e água, conservação de habitats e da biodiversidade.

A indústria florestal tem enormes potencialidades de gerar riqueza e emprego qualificado, apostando na contratação de recursos humanos com formação superior, com salários acima da média nacional. Contudo, a engenharia florestal é uma formação com uma reduzida procura pelos jovens. Em cada ano formam-se menos de duas dezenas de licenciados em Portugal, número escasso para responder aos desafios das políticas de ordenamento e de valorização do conhecimento.

Indubitavelmente, urge estimular as empresas do setor e a criação de emprego qualificado, com efeitos positivos na economia e no desenvolvimento territorial.

*Reitor da UTAD

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