Opinião

Uma agenda do Ensino Superior para a década

Uma agenda do Ensino Superior para a década

Quando se inicia um ciclo eleitoral, é vital perceber as prioridades dos partidos políticos. Afirmar o Ensino Superior e a Ciência deve ser uma prioridade nacional, pois é a base do desenvolvimento económico e do bem-estar social dos cidadãos.

Apesar dos progressos registados, Portugal tem um longo percurso a fazer para convergir com os países desenvolvidos. Senão vejamos!

Na Europa, seis em dez jovens frequentam o Superior e em Portugal apenas quatro em dez aos 20 anos prosseguem estudos, mesmo tendo concluído o Secundário; a proporção de adultos ativos com formação superior está abaixo da EU; na Alemanha, Suécia ou Finlândia a proporção de estudantes com mais de 30 anos é superior a 40% e em Portugal 20%; na UE os estudantes são independentes e no nosso país regista-se uma forte dependência das famílias, que contribuem com 70% do financiamento dos estudos.

Mas, apesar de sermos um dos países da UE com mais baixos rendimentos e elevado nível de desigualdade, apenas 21% dos estudantes do Superior beneficiam de apoio da Ação Social; destes, cerca de metade beneficia da bolsa mínima que cobre apenas o valor da propina máxima de licenciatura.

Estes são alguns dos indicadores que suportam as medidas que o CRUP sugere para a próxima década. Espera-se que um dos principais desafios do país continue a ser superar o défice de qualificação dos portugueses.

Para tal, são necessárias políticas públicas que removam obstáculos ao acesso ao Ensino Superior e uma forte aposta na Ação Social, que estimulem a inovação e a qualidade no ensino, que promovam a articulação entre o ensino, investigação e valorização do conhecimento.

As universidades têm de ser agentes vitais neste percurso.

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* REITOR DA UTAD

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