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Mais um bocadinho de carga em 2026?

Mais um bocadinho de carga em 2026?

Sabe-se lá o dia de amanhã, quanto mais daqui a dois, três ou quatro anos. A verdade é que Ronaldo, talvez embalado pelo prémio que tinha acabado de receber, deixou-se levar e avisou que, para além do Mundial do Catar, quer estar no Euro 2024. Longe da forma de um passado recente, depois de ter estado mais fora que dentro do Manchester United, e um pobre pecúlio de um golo na presente época, e de penálti, o capitão da seleção foi apenas igual a si mesmo e demonstrou aquela ambição desmedida que, no fundo, o fez chegar até aqui. Não sei se ele vai estar ou não em 2024, sinceramente pouco me importa, mas lindo era vê-lo já a assumir que também quer jogar o Mundial 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. Para a turba de comentadores e donos da razão, sobretudo depois dos jogos terem terminado, aparecerem novamente a apontar o que é melhor ou pior para a seleção e para o próprio Cristiano Ronaldo. Era só mais um bocadinho de carga em cima da mesa. "Só tem direito de criticar aquele que pretende ajudar", disse, um dia, Abraham Lincoln. É um bom pensamento para todos refletirem numa altura em que o planeta continua virado do avesso.

Com esta declaração de intenções, Ronaldo abafou a saída de Rafa da seleção. No dia seguinte ao anúncio do jogador do Benfica, já ninguém se lembrava da decisão do agora ex-internacional português. Rafa lá terá as suas razões, uma delas comenta-se que poderá até ter a ver com o alegado "culto" a Ronaldo na seleção e à "obrigatoriedade" de salientar que continua a ser o melhor do mundo, mas, aos 29 anos, abdicar de algo que tantos jovens sonham é só... triste. Muito triste.

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Menos triste mas pesado, no sentido literal do termo, é arrancar o ano letivo e voltar a ver os miúdos a carregar quilos e quilos de livros nas mochilas às costas. Ainda não há uma solução para o problema? Parece que a vida é mesmo assim, cada um com a sua cruz.

*Editor-adjunto

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