Opinião

Queria melhorar a média mas o Governo não deixou

Queria melhorar a média mas o Governo não deixou

Neste ano letivo, os estudantes que pretendem aceder ao Ensino Superior viram a sua situação académica ficar mais comprometida quando, numa decisão recente, o Governo entendeu negar-lhes a possibilidade de fazerem melhoria de nota da classificação interna, condicionando assim o ingresso num determinado curso Superior.

Num contexto sanitário já de si desafiante e que tanto tem exigido aos estudantes e às famílias, continuamos a estar reféns de um modelo de acesso ao Ensino Superior que não só é manifestamente retrógrado como continua a assentar em exames e contagens de décimas.

Face ao ano passado, seria de esperar que o Ministério da Educação desse ele próprio provas de bom aluno e tivesse já aprendido a lição, procurando saber previamente quantos estudantes estariam de facto interessados em fazer melhoria de nota da classificação interna. Com esses dados na mão, poderia então ter planeado e garantido que, este ano, não iria prejudicar os sonhos dos estudantes de virem a entrar na sua primeira opção de curso. Mas não foi isso que sucedeu. O Governo optou, ao invés, por decidir tardiamente, num contexto em que o plano de desconfinamento havia deixado os estudantes e as famílias na expectativa de que fosse possível a melhoria de nota. Mais uma vez, o Governo sacode a água do capote e vem invocar motivos sanitários, quando se sabe que estamos a falar de um número de casos residual em face do total de número de exames a realizar.

Não pode o Governo justificar o insucesso escolar alegando a falta de motivação dos estudantes e depois fechar portas à oportunidade de os jovens (motivados) seguirem os percursos que pretendem e para os quais precisam de poder fazer a melhoria de nota. Nesta semana, esperamos que o Parlamento viabilize a justa reposição deste que é um direito dos nossos estudantes e que, consequentemente, assim proceda o Governo, pois os nossos jovens estudantes não precisam de mais obstáculos do que os colocados por estes atípicos anos letivos.

Deputada do PAN

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