Opinião

Cada português conta

"Cada português conta", foi esta a frase que me marcou na apresentação de recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas, mais do que o estilo da cerimónia de apresentação (ao seu próprio estilo) ou a forma do mandato mais ou menos afetuoso, é justo reconhecer que Marcelo Rebelo de Sousa foi um presidente da República, ao longo deste primeiro mandato, com enorme ligação aos portugueses. Próximo, atento, nunca se escondeu. E não foi um mandato fácil. Longe disso. Com um Governo dependente de partidos extremistas e ideologicamente ultrapassados, com uma conjuntura económica de relançamento, tão bem iniciada pelo Governo Passos Coelho, o caminho era estreito. Um presidente da República deve ser o garante das instituições. Do seu regular funcionamento. Não pode amuar, não pode ser parcial, nem instável. Não pode entrar em choque com governos. Compreendo algumas críticas de setores mais à Direita, mas não cabe a Marcelo Rebelo de Sousa o papel de presidente e líder da oposição, ao mesmo tempo. Os incêndios daquele ano de 2017, bem como o caso de Tancos foram momentos marcantes deste mandato, bem como esta pandemia que atravessamos. Mas se Marcelo não pode ser presidente e líder da oposição ao mesmo tempo, também não pode assumir, nem recair sobre o próprio a responsabilidade de um primeiro-ministro que tanto falha.

Por tudo o que fez, pela forma como se liga às pessoas, pela sua capacidade de mobilização dos portugueses, pela falta de alternativas claras para o lugar, não é segredo nenhum que estarei convictamente a apoiar Marcelo Rebelo de Sousa. Precisamos de um presidente de todos e não de alguém sectário.

*Engenheiro e autarca do PSD

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