Opinião

Carta aberta à CAP, CCP, CIP, CTP e UGT

Carta aberta à CAP, CCP, CIP, CTP e UGT

No Mundo tudo mudou, mas o Partido Comunista Português não. Pode aparecer aqui e ali com falinhas mansas mas a sua estratégia é a de sempre. A sua sobrevivência como força política depende da desordem e da falta de confiança que consiga instalar no tecido económico. Sempre foi e assim será.

O PCP não tolerou a privatização da Carris e fez depender o seu apoio ao Governo da reversão dessa decisão. À falta de mobilização no setor privado descobriu agora a Autoeuropa como palco para a sua investida. É preciso que se denuncie de forma clara que a estratégia dos comunistas para a Autoeuropa é que esta feche as portas e se desloque para outras paragens. Aí o PCP cantará vitória e como sempre serão vitórias "conquistadas" à custa de milhares de trabalhadores que ficarão no desemprego e a Península de Setúbal voltará a viver os tempos de fome da década de 80, mas aí o PCP e a CGTP estarão no seu terreno favorito a desfraldar as bandeiras negras, nunca assumindo culpas, mas remetendo-as para os vícios do capitalismo.

A posição do PCP é ideológica e basta constatar a sua posição de apoio ao líder da Venezuela, Nicolás Maduro, que conduziu o país à fome, ao desemprego, ao desprestígio internacional e ao caos social. Por essas declarações é fácil perceber que o PCP só atingirá os seus objetivos políticos quando Portugal viver uma situação idêntica à que se vive naquele país da América Latina: nem democracia, nem liberdade, nem prosperidade, nem ambição, nem felicidade.

A CGTP não apoia nem nunca apoiou a concertação social porque nunca teve nem terá uma postura baseada numa cultura de compromisso. No essencial, a CGTP quer impor de forma unilateral os seus pontos de vista, através de práticas que são imposição sobre os outros. Ao longo da história são muitos os factos que demonstram que a CGTP nunca conviveu bem com a negociação. A CGTP é cada vez mais um braço armado ao serviço de uma ideologia comunista que não tem pontos de ligação aos princípios que estão na base do projeto europeu, nem da sã convivência democrática.

É altura de todos os parceiros sociais tomarem uma posição clara sobre a postura da CGTP no processo da Autoeuropa e na própria concertação social.

ECONOMISTA

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG