Opinião

Casa cheia

Fez-se luz, abriram-se as portas, acabaram as limitações. Após um longo, tortuoso, penoso e exasperante período pandémico que ainda não chegou ao fim e que nos mergulhou a todos na escuridão, vislumbrando a luz ao fundo do túnel à distância de uma "eternidade", chegámos onde queríamos chegar: à terceira fase de desconfinamento e a uma normalidade que vai perdendo as aspas cada vez com maior propriedade.

Os estádios vão poder voltar a encher, por fim. Depois de suspensas todas as provas do Futebol Profissional em março de 2020; da retoma, de seguida, sem público, com as bancadas despidas de adeptos, da cor e do entusiasmo que envolvem o futebol; da abertura das portas a 14 de junho, com limitações a 33% da capacidade dos estádios; do alargamento a 50% da lotação a 27 de agosto; até à permissão da plenitude dos recintos desde ontem, decorreram 19 meses. Mais de um ano e meio em que foram feitos mais de meia centena de testes de Covid-19 e acarretou perdas de receitas na ordem de 270 milhões de euros.

Foi um longo processo em que, perante as maiores adversidades e sem público, demonstrando enorme resiliência e perseverança, rigor e exigência, a Liga Portugal foi encontrando novas soluções, adaptando-se às circunstâncias, sempre em articulação com as autoridades de Saúde, o Governo e a Task Force, associando-se mesmo à campanha de vacinação que, em última instância, permite agora o atual desconfinamento.

Com as devidas precauções, avançamos para os estádios cheios. Sem esquecer que a pandemia ainda não terminou, mas com a coragem de viver na plenitude, sem reservas, embora sem inconsciências. Vamos a jogo e, abertas as portas para a reconciliação plena com o público, com casa cheia!

Sobe: A incontestável vitória do Benfica sobre o Barcelona e o regresso, pelo segundo ano consecutivo, de Abel à final da Copa Libertadores. O futebol, como sempre, a elevar o nome de Portugal pelo Mundo.

Desce: As propostas desajustadas apresentadas no Parlamento pelos partidos de esquerda em relação ao jogo online. A regulação de um sector com medidas fechadas e restritivas só fomenta a falta de controlo sobre a atividade, construindo uma janela de oportunidade para a promoção, e consequente crescimento, de mercados ilegais.

Diretor-executivo da Liga Portugal

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