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Educação: exames e calendário escolar

Educação: exames e calendário escolar

Começou recentemente o 3.º período escolar. Os exames do 4.º e 6.º ano acabaram. Andou-se a apregoar que é importante aferir conhecimentos, ao longo do percurso escolar do aluno. No decurso da nossa democracia acabou-se com os exames, voltou-se a ter exames e agora acabaram, de novo, os exames do 4.º e 6.º ano.

Sempre a mudar as regras de avaliação durante a vida escolar de um aluno. Aluno que entrasse no 1.º ano as regras de avaliação até à chegada da Universidade não deveriam ser alteradas. Ponto! Não podemos ter alunos licenciados: em que uns fizeram exames, outros não; uns aprenderam de uma maneira, outros de outra; uns alunos fizeram exames com umas condições mais favoráveis, outros com condições menos favoráveis.

Os alunos não são cobaias de experimentação como se estivessem num laboratório. São seres humanos que têm "quereres", " vontades"," sentimentos" e que exigem ser tratados de igual modo.

Não compreendo por que se terminou com os exames do 4.º ano e 6.º ano? Era um bom tirocínio e forma de ganhar traquejo para novas avaliações, mais para a frente. Poderia haver alguns ajustamentos nos moldes em que são realizados, mas, de repente, acabar com os exames não concordo.

Não devem ser feitas alterações legislativas com o ano a decorrer e ao longo do percurso escolar do aluno, desde o 1.º ano até ao 12.º ano. Deveria existir uma lei que não o permitisse fazer. Deste modo, professores, pais e alunos sabiam com o que poderiam contar. Podiam preparar-se para essa tarefa espinhosa e nobre de fazer com que os seus filhos e alunos aprendam e adquiram conhecimentos para o seu futuro na sua vida.

Sou a favor de um reescalonamento do calendário escolar. Em que as aulas lectivas comecem no início de Outubro que permita o normal funcionamento numa escola com a colocação de professores e pessoal auxiliar. As aulas começam em Setembro pela pressão do ensino particular que desta forma recebem a mensalidade de Setembro e por pressão dos pais que não têm onde deixar os filhos. O ensino particular já recebe subsídios que chegue. Os pais, deste modo, poderiam tirar férias em Setembro, mais baratas e menos stress, com menos gente, comparado com Agosto.

O regime de pausas pedagógicas está correcto: Natal, Carnaval e Páscoa. O ano escolar deve terminar no início de Junho e permitir a preparação para os exames que deviam continuar no 4.º ano, 6.º ano, 9.º ano e 12.º ano. As provas de aferição são muito bonitas, mas não são a mesma coisa.

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A exigência, criar hábitos de trabalho e de avaliação de conhecimentos deveriam ser entendidos não como um drama ou fatalidade, mas como algo natural e importante para a edificação da personalidade e competência do aluno.

O autor escreve segundo a antiga ortografia

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