Opinião

Educação valente e imortal

Educação valente e imortal

Há dias, o país educativo despertou para uma nova realidade: as aprendizagens marcaram hora num local diferente - os lares dos alunos e dos professores.

Esta mudança do espaço físico fomentou o uso de novas metodologias de ensino, privilegiando-se as que promovem o teletrabalho, com o processo de ensino/aprendizagem a realizar-se à distância.

Em plena guerra contra a Covid-19, a Educação deverá atalhar alguns procedimentos com o intuito de ver além do horizonte, ultrapassando obstáculos, antecipando-se a outros, minimizando os danos colaterais provocados pelas condições inóspitas que tem de enfrentar, por tempo indefinido, por caminhos a desbravar.

Nesta perspetiva, há atitudes que devem ser assumidas pelos políticos, desde logo, dando força, informando devida e previamente, reconhecendo o esforço de todos os que enduram e se preparam para as batalhas que se avizinham.

Os professores têm correspondido com trabalho de excelência, mantendo-se em contacto diário com os seus alunos, decididos a minimizar os constrangimentos que a situação alavanca; estes, com o apoio fundamental dos encarregados de educação, adaptam-se com entusiasmo a uma nova realidade, tentando rentabilizar ao máximo os tempos de estudo, desenvolvendo área de competências previstas no Perfil dos Alunos.

E, no entanto, estou convicto que, de regresso à escola, os alunos vão apreciar muito mais as dinâmicas de sala de aula, pois o trabalho cooperativo e a socialização são vitais e desejados, não sendo mensuráveis à distância.

A classe docente verá a sua nobre profissão, tantas vezes maltratada, ser dignificada, reconhecendo-se-lhe o papel fulcral na superação dos condicionalismos a que esta "Nação valente e imortal" está sujeita.

Professor/diretor

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