Opinião

Instituições de Ensino Superior mais sustentáveis

Instituições de Ensino Superior mais sustentáveis

No dia 28 de novembro do ano passado, a Comissão Europeia anunciou como visão estratégica para 2050 uma Europa com impacto neutro no clima, ou seja, equilíbrio entre as emissões de gases com efeito de estufa e a captura de carbono pelo solo e florestas.

Esta neutralidade carbónica requer um investimento em investigação e novas soluções tecnológicas, uma nova política industrial capaz de impulsionar a necessária transição energética e a capacitação dos cidadãos. A trajetória de descarbonização combina sete áreas estratégicas: eficiência energética; energias renováveis; mobilidade, indústria competitiva e sustentada na economia circular; infraestruturas e interconexões; bioeconomia; e captura e armazenagem de carbono.

Todos os setores terão de contribuir. Instituições, empresas, organizações não governamentais, autarquias e cidadãos são chamados a envolverem-se e a ter uma participação ativa na resposta às alterações climáticas.

Das instituições de Ensino Superior é esperada ação a vários níveis: na investigação, no desenvolvimento de novas tecnologias que permitam tornar economicamente viáveis soluções com uma baixa pegada carbónica; na inovação, com contributos para a descarbonização dos processos de produção; na educação, mobilizando os cidadãos para uma cidadania mais amiga do ambiente.

O desafio deve servir de inspiração às universidades para projetar, desenvolver e implementar estratégias que resultem em campis mais ecológicos e eficientes em termos de recursos.

É uma oportunidade de as universidades serem agentes de mudança, gerindo o seu próprio impacto climático, que pode passar, entre muitas outras ações, por uma melhor gestão energética do seu edificado, melhor alimentação, novas abordagens na gestão do lixo que produzem, na definição de critérios mais "verdes" na aquisição de equipamentos e de materiais consumíveis ou na promoção de sistemas de mobilidade mais eficientes.

Estas ações proporcionarão uma experiência prática sistemática e ordenada de cidadania ambiental às comunidades, consciencializando e ensinando mais pelo exemplo que pela palavra.

Vale a pena considerar.

*Reitor da Universidade de Aveiro

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